domingo, 26 de abril de 2009

Malandro amigo



Sossega o sol deixando seu rastro de cores, o mar escurece com o anoitecer, mas ele está rutilante com a presença da lua, enaltecendo o que vejo, o que sinto. Chega o vento, afaga meus cabelos, beija minha fronte, balbucia ao meu ouvido e me revela por onde andou, por onde manobrou, estragos que fez, piruetas que deu.
Caminhei ao seu lado, rimos de suas travessuras e hoje aqui está, calmo, leve, acarinhando-me.
Instigou-me a refletir.
Mostrou-me que o tempo é real, nos traz alento.
Deitou-me na areia, olhamos para o céu estrelado que reluziam de uma forma que pareciam gritar em júbilo de festa.
Como pode ser tão impetuoso, malandro dos dias, das tardes, das noites?!
Malandro amigo, no momento que o via e te quero sempre assim.
Orientando-me!
Conduzindo-me por este mundo em que muitas vezes não sabemos como agir.

sábado, 25 de abril de 2009

Sonho

Sonhei com um amor essa noite.
Um amor que jamais tinha imaginado encontrar.
Fui sorvido por sua paixão, por seus beijos.
Por um tempo estive entregue.
Fui completado, envolvido, amado.
Suas palavras, sua voz, seu olhar dentro dos meus olhos.
Amei, amei sem medo.

domingo, 19 de abril de 2009

Desejo consumado


Percorri por entre mundos procurando a tua presença.
Andei, calejei meus pés, mergulhei por entre mares, cansei meus braços, fiquei eufórica.
Olhei para o horizonte e lá vinha: Belo, de corpo moldado a mão, de face criada a golpes de pincel, criatura divina!
Veio em minha direção, tocou minha mão, beijou, lambeu meu dedos um de cada vez, umedeceu e naquele instante de sabor, de prazer, fui tomada, possuída.
Os meus olhos marejavam de contentamento, minha boca trémula e língua umidecida, ávida, esperava com necessidade, com fervor daquele beijo e quando os lábios se tocaram, suas mãos percorriam meu corpo cheio de ardor, que exalava o perfume do cio por entre ventos.
E naquele momento, todo esforço a tua procura foi esquecida ao tempo.